"Levando a Palavra de Vida e
Esperança ao Policial Militar"

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PMs de Cristo no presídio



Coerentes com a missão de assistir o policial militar onde quer que esteja, independente da sua situação, os PMs de Cristo iniciaram a Capelania no Presídio Militar Romão Gomes (PMRG) em 1990. E desde então, muitos cativos têm sido libertos pela Palavra de Deus.

 

A equipe de Capelania é formada por pastores voluntários que se dispõem a pregar para os detentos duas vezes por semana.  Atualmente existem 30 pregadores cadastrados, dos quais quinze continuam em atividade. Os cultos acontecem no refeitório Presídio.

 

Os pastores voluntários ministram cultos marcados pelo forte avivamento espiritual. A média é de 30 pessoas por encontro. Os cultos, contudo, são apenas o resultado de um trabalho bem maior.

 

O trabalho começa já na chegada dos novos detentos. Os que são convertidos oferecem abrigo e desde os primeiros instantes se colocam à disposição para ouvir, consolar e orar.  Essa demonstração de solidariedade genuína antecede todo o esforço de evangelização posterior.

 

Não é difícil imaginar que muitas almas oprimidas foram libertadas no Presídio Militar Romão Gomes ao longo dos anos. “Esse trabalho no Presídio é abençoado, pois acrescenta na vida de quem está aqui para cumprir pena e também na vida de quem vem pregar”, destacou o Coronel PM Wagner Campos do Nascimento, hoje na Reserva. Ele é o responsável por fazer as escalas e organizar o trabalho dos pregadores que semanalmente visitam o local.

 

O lugar da igreja

 

O detento R., que está apenas há nove meses na instituição, declarou que foi no Presídio Militar Romão Gomes onde pôde aproveitar a oportunidade que desperdiçou em sua vida. Ele já sabia do plano de salvação de Cristo porque toda sua família é evangélica, mas sempre resistiu. “Eu cheguei aqui em setembro de 2011 e comecei a conhecer os caminhos de Deus. No começo frequentava apenas os cultos de quarta-feira, mas fui sentindo sede da Palavra, e já não consigo mais ficar sem Deus. Os momentos mais importantes da minha vida aconteceram aqui. Lá fora temos o status de “agente da lei” e pensamos que nunca vamos precisar de Deus. Tive que vir parar aqui para finalmente encontrar a Cristo”, comentou.

 

R. participa ativamente dos cultos, é um dos integrantes da equipe de louvor, e acredita que um dia ainda verá uma igreja no terreno onde hoje existe o Presídio. Diz ser testemunha de vários casos de transformação radical de vidas e sente sua fé cada vez mais renovada. “Se não houvesse esse trabalho dos PMs de Cristo aqui dentro o Romão Gomes seria um depósito de gente. Se o trabalho com policiais na ativa pudesse ser ampliado, eu tenho fé de que o presídio não precisaria existir. Poderíamos construir uma igreja aqui”, acredita.

 

 

Sentença de morte


O detento M., que está há quatro meses no Presídio, compartilha das esperanças do colega. O mal estar espiritual e emocional que marca a vida de muitos policiais na ativa foi uma realidade opressiva para M. Ele diz que foi gradualmente “endurecendo por dentro”.

 

Conta que nos primeiros dias no Presídio entrou em choque. Mas foi acolhido de maneira singular logo que chegou, e destaca que tal atitude dos veteranos é a primeira que acontece com quem chega. Em pouco tempo M. passou a frequentar os cultos e hoje divide literatura cristã com as filhas. “Se não fosse o consolo dos irmãos, com esse trabalho de evangelização, muitos aqui já teriam morrido. Eu mesmo havia prometido para um amigo que iria me matar; Disse: tenho meu código de conduta, vou ser preso injustamente, então vou morrer. Cheguei a pedir que ele contasse minha história para os filhos dele. Se não fosse esse apoio fundamental dos PMs de Cristo, a minha história e de muitos outros talvez tivesse um final trágico”, afirmou.

 

 

Palavra de salvação


O Cel Wagner Campos nota que muitas pessoas não acreditam quando são apresentadas a detentos que cuja fama na corporação não era das melhores, ficam perplexos quando constatam que muitos daqueles homens que adoram a Deus, leem a Bíblia e profetizam eram aqueles conhecidos pela sua violência. “Os cultos são muito avivados. As pessoas aqui louvam ao Senhor com grande jubilo. É uma experiência única.  Eu tive a oportunidade de encontrar com alguns deles antes da conversão e agora, já totalmente transformados. Quando voltam à sociedade, ajudam na obra de evangelização, e podem levar adiante essa palavra de salvação”, finalizou.


 


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