"Levando a Palavra de Vida e
Esperança ao Policial Militar"

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Vida de milagres: salvo da morte e cura divina!


“Grandes coisas fez o Senhor por nós, por isso somos alegres” Sl 126:3


Graça e Paz, amados. Com muita ajuda do Senhor, porque relembrar é viver, descrevo abaixo os milagres de Deis em minha vida. Verdadeiramente eu sou resultado de muitos milagres no decorrer destes anos!


OS DETALHES

Não sei se são necessárias, mas quero garantir aos irmãos que estarei escrevendo o máximo dos acontecimentos, com “riquezas de detalhes”. Clamo que leiam com atenção até o final, vai valer o esforço.


Tenho a certeza que “tu vais” ficar ainda mais maravilhado com o AMOR e ZELO do nosso Maravilhoso DEUS para com um “menino” sem religião, com acertos e muitos defeitos, sem conhecimento nenhum, verdadeiramente nenhum, da Palavra de Deus, sem saber falar com Deus.


LEIA tudo, depois, se quiser, fale comigo, ficarei honrado!  No final deixarei meus contatos. Vamos em frente. O amor de Deus é fantástico. Paz seja convosco!



O INÍCIO

Braz Brait, natural de Poloni-SP, nascido em 03/02/1961.


Tendo os pais lavradores, nasci e me criei na zona rural e lá vivi até os 17 anos, pouco antes de completar 18 anos, após uma grande geada em que os cafezais secaram até as raízes.


Assim migramos para a cidade de Monte Aprazível no ano de 1978. O sonho de meu pai era que eu estudasse para não passar por todas as lutas que ele havia passado. Estudei bastante na Ensino Médio, concluí e prestei o meu primeiro vestibular, o sonho era Engenharia e 2ª opção, Matemática. Fui chamado nesta segunda opção no antigo IBILCE, de São José do Rio Preto, hoje UNESP.


E aí veio a primeira luta: o curso era integral e não tínhamos condições de me manter lá. Conversei com meu pai e disse-lhe que poderia ficar tranquilo, que eu iria trabalhar e em tempo oportuno prestaria outro vestibular. Em janeiro de 1979 fui contratado em uma marcenaria e lá permaneci até 1982.


Saí para ingressar nas fileiras da PMESP, sendo que em 1980 servi ao EB no Tiro de Guerra de Monte Aprazível, fui Monitor, equivalente a CB EB, concluindo o referido curso em 1º lugar, na época recebi Diploma de Honra ao Mérito das mãos do prefeito.



INGRESSO NA PMESP

No dia 28 de junho de 1982, iniciei o CFSd no RP Mont “9 de Julho”; me esforcei ao máximo, e o esforço foi válido. No dia 03 de dezembro de 1982, conclui o Curso sendo, também, o 1º colocado.


Um fato importante: Naquele tempo, em 1982, conheci no RPMon, o Asp Sorge, hoje o nosso irmão em Cristo, Cel PM Sorge, que com muita alegria reencontrei-o em um Batismo em Mirassol e em janeiro de 2014, na reunião de liderança dos PMs de Cristo em São Paulo. Lá estavam o irmão Sorge e sua esposa, servem ao Senhor como pastores em Jacareí-SP. Glórias a Deus!


Em todo curso foi pregado que os três primeiros colocados seriam classificados em Unidade de suas escolhas, a regra era que todos seriam classificados no próprio RPMon e isso me fez estudar muito porque meu alvo era vir para o 17º BPM/I de SJRPreto ou para o 3º BPRv, pois havia vaga na região.


A formatura foi em uma sexta-feira, e fomos determinados a retornar na segunda-feira para pegar nossos ofícios de apresentação, no caso os três primeiros. Retornando ao RPMon, tive uma surpresa: não havia vagas nas unidades que eu havia escolhido e na direção de Rio Preto só havia vaga em Campinas, no 8º BPM/I.


Verdadeiramente insatisfeito, mas com o foco de conquistar uma carreira, aceitei o desafio e me dirigi para Campinas.  O sonho estava iniciando, as lutas também, as surpresas também...


O INÍCIO DA CARREIRA

Apresentei-me no P/1 do 8º BPM/I, não tenho certeza, mas creio que no dia 7 de dezembro de 1982. Lá fui recepcionado por um Sr Cb PM antigão, muito amável, que, depois verificar todos os meus documentos e ofício, me acompanhou para a sala do Chefe da Seção, na época o Sr Ten Galasso.


Fui colocado na Guarda do Quartel, horário 24X48, provisoriamente, porque iria surgir uma vaga no mesmo P/1 e seria, depois, aproveitado ali, mas isso também não seria definitivo, que seria apresentado em uma das Quatro Companhias do 8º, isso era fato.


Aproximadamente em fevereiro de 1983 fui apresentado na 2ª Cia PM, especializada em Trânsito 6x18, Jogos de Futebol e Guardas em hospitais.


O mais recruta, foi show, escalado no Trânsito, era uma “maravilha”. Trabalhava todos os dias 6 horas e, aos finais de semana, escalas extras em quermesses, festas, ou futebol. Imagina como viajava para ver meus pais, quase nunca.


Foram alguns meses assim. Nesse tempo, sempre que possível falava com o Cmt de Cia, o Sr Cap Lorencine, e ele me prometia que assim que tivesse uma vaga em um dos hospitais Irmãos Penteado ou Mario Gate me colocaria. O Cmt era uma pessoa muito justa, enquanto não houve a vaga ele me colocava nos hospitais. Quando isso acontecia, eu aproveitava as folgas para ir às pressas ver meus pais e minha única irmã, dez anos mais nova que eu.



O SONHO

Havia um sonho que só aumentava, posso garantir que eu amava trabalhar na PM. Eu esperava as inscrições para Cb PM, não havia interstício naquele tempo, e essa “bendita” não vinha, continuava o trabalho na Cia PM.


Veio a tão esperada vaga no hospital “Mario Gate” e fui efetivado lá. Melhorou muito, toda a equipe era acostumada a “trocar” serviços, era permitido, tudo mediante Parte, e todos cumpriam rigorosamente, porque todos precisavam de uma maior folga.


Não me lembro com certeza mas, aproximadamente em outubro de 1983, publicou as Inscrições para o “I CFC 1984”, tão sonhada, mais que depressa fiz minha inscrição, mas não estudei, estava confiante, tinha certeza que seria aprovado, era sonho. O concurso seria em janeiro de 1984.



A PROVA

Trabalhando há meses em turno de 24x48, fazendo trocas para poder ficar mais dias em casa, tudo corria dentro da normalidade. No final de novembro, falei com os amigos da equipe e fiz três trocas, para ficar 6 dias em Monte Aprazível, o pagamento era dia 5 de dezembro, o Banco era no Quartel e abria bem cedo. Tudo preparado!


Acordei no dia 05  de dezembro bem cedo, fui para o banco, fiz um saque, para viajar e deixar dinheiro com minha mãe, peguei minha mochila, fardado, equipado, “Rv 38” e saí para a pista para pegar carona,. Esta era a minha rotina e da maioria dos PM.


Não havia ônibus que transportava gratuitamente como hoje. Tenho relatos que até escoltas aqui no interior eram feitas por caronas, uma loucura, mas a pura verdade, os PM ainda estão vivos para contar.


Era acostumado a usar a região dos pedágios, os postos do BPRv para ajudar nas caronas. Chegava sempre em Rio Preto com o mesmo tempo se tivesse viajado de ônibus pago.


Mas aquele dia não estava fácil. Não havia percebido, mas algo estava diferente e aconteceria um fato que mudaria minha vida. Por volta do MEIO-DIA eu estava desembarcando, ainda, em Araraquara, no posto “Morada do Sol”.


Tinha um dinheirinho no bolso fui tomar um lanche, ainda faltavam mais de 200 KM para chegar em casa.


Depois de um lanche e um breve descanso me dirigi para a pista e, quando estava QUASE CHEGANDO no acostamento, um Veículo Parati Cinza novinho se aproximou de mim, com 03 jovens da minha idade, bem vestidos. Um deles com a cabeça para fora do veículo me disse, bem pertinho: “E aí policial, vamos para Rio Preto?”, eu sem pensar em nada disse: "Vamos!!!"


O veículo era de 02 portas, foi puxado o banco para eu entrar no banco de trás, onde estava um dos jovens. O carro foi tomando a pista e quando me assentei senti algo muito estranho por dentro, um tipo de arrepio e em seguida o passageiro da frente virou para trás e me disse, com uma arma apontada bem encostada em minha cabeça: “É hoje polícia que você vai ver tudo que vocês fazem com os bandidos”, o do meu lado também com uma arma apontada para mim. Posso dizer que “vi a morte de frente”.


Muito rapidamente, o carro em alta velocidade, não havia porta para se abrir, duas armas apontadas para minha cabeça, ainda muito inexperiente como policial, sinceramente não vislumbrei reação, apenas pensei com muita certeza: “Hoje acaba minha vida”.


Tudo muito rápido, iniciou-se a “sessão pancadaria”: coronhadas na cabeça, socos no rosto, neste momento minha arma já estava também nas mãos de um deles. Eu tinha uma meta, tentar ver onde estava sendo levado, para que se não morresse saberia onde estava, todo o trecho da rodovia, de Campinas a Monte Aprazível, conhecia “cada palmo”.


Subitamente o motorista entrou no primeiro retorno, ainda no perímetro de Araraquara e começamos a voltar para São Carlos. Andados uns 15 KM e, antes de Ibaté, o motorista entrou em um acesso para uma Usina de Nome TAMOIO. Ali adentrou aproximadamente 01 KM, passou a linha da FEPASA e pararam o veículo, bem fora da estrada, onde ainda hoje existem uns eucaliptos e uma vegetação quase seca por baixo.


Eu me esforçava para saber onde estava, mas, continuava a sofrer as agressões e um deles sempre dizia: “Vamos atirar logo” um outro falava: “Para!!!, não precisa nada disso”. 


Me tiraram do carro, tiraram toda a minha roupa, fiquei totalmente nu. Tiraram o cadarço do meu coturno e me amarraram com as mãos para trás e os pés juntos, mãos e pés juntos amarrados com o cadarço bem apertado; para despedir me deram um chute no rosto, retiraram alguns metros e descarregaram uma das armas em minha direção, muito próximo; eu ouvia os projéteis passando muito próximos de mim, MAS NENHUM DELES ME ATINGIRAM.


Permaneci calado, foram embora, ouvi o carro funcionando e saindo do local. Nas minhas contas eram mais ou menos 13 horas do dia 05, uma segunda-feira.



O MILAGRE, DEUS MARAVILHOSO!

Como disse, eu sabia onde estava, a que distância de uma estrada secundária e da SP 310, só que eu estava nu e muito bem amarrado e de uma forma cruel. Cheio de vigor e esperança pensei: vou rastejar apoiado pelo queixo, pouco a pouco eu chego na estrada, e alguém vai passar aí peço socorro.


Ainda estava dia; iniciei a jornada, rastejei uns 10 metros e as dores começaram a ficar insuportáveis. A pele do queixo saiu e dava pontadas não dava para tocar o chão; as mãos, por causa do esforço começaram a formigar, faltar circulação, e também dar pontadas, o sol se pôs e eu continuava no mesmo lugar.


Ouvi o primeiro trem passar, parar em uma antiga Estação ali próxima e seguir viagem, as dores aumentavam. Observei na direção da estrada secundária e vi uma casa há uns 300 metros dali, e ouvi um barulho como o de uma pessoa batendo em uma ferramenta, não titubeei, gritei por socorro com todas as minhas forças, e por várias vezes.


Interessante era que quando eu gritava as batidas cessavam e um cachorro latia como que chamando o dono. Mas a minha surpresa foi que em minutos aquele cachorro chegou até onde eu estava e me lambia e como que chorava perto de mim. Esse cachorro saiu várias vezes e foi até o seu dono, eu o escutava latir de forma diferente, chamando seu dono, mas não era entendido. O dono não veio, mas o cão veio passar a noite deitadinho do meu lado, olhando para mim, passamos acordados a noite toda.


Veio a primeira manhã, gritei por socorro até não ter mais forças, o cão permanecia ao meu lado. Por causa das dores e da má circulação comecei a ter desmaios, muita sede, boca seca, dores muito fortes, necessidades fisiológicas ali, deitava de lado e fazia, se virasse me sujava ainda mais. As formigas chegaram, cheiro e urina as chamaram e comecei a ser picado, eram várias espécies.


A cada minuto a morte estava mais próxima, eu pensava: “Como será que é morrer, já, já vou saber...” Mas não acontecia. 


Depois de vários desmaios e sem noção de hora me veio uma lembrança. Minha mãe fala com Deus e ela diz que Deus ouve. "Será?", pensei.


Então, não havia mais nada, a morte era a única coisa certa, creio que com muita verdade murmurei, não tinha mais forças nem para falar: “Deus, se o Senhor me tirar daqui com vida vou te servir, mas, não quero Te servir por vontade dos outros, quero ter desejo dentro do meu coração”.


Lembre-se, eu não era cristão, não conhecia Deus, não conhecia Seu amor, não conhecia Jesus, não tinha noção de Sua Graça. Desmaiei e acordei com uma suave chuva molhando o meu corpo, lembra-se da boca seca, da sede? Com a chuva formou uma poça embaixo da minha boca, o suficiente para matar por completo a minha sede e me revigorar.


De tempo em tempo, vinha esta mesma chuva e eu bebia uma água maravilhosa, perdi as contas das vezes que isso aconteceu. Agora tem um detalhe muito interessante, eu não me lembro de ter visto nuvens, até hoje forço minha memória, mas não lembro das nuvens.


Deus ouviu e veio em meu socorro. Mas eu continuava amarrado naquele lugar, voltei a gritar por socorro, as batidas paravam, mas nada acontecia. Havia perdido completamente a noção do tempo, só sabia distinguir o dia e a noite. Ainda não via nenhuma melhora da situação, a morte ainda estava rondando.



UM RUÍDO SANTO

De repente, em determinado momento, escutei pessoas conversando e diziam: “É por aqui, nos disseram que é por aqui...” E pensei: “Os bandidos voltaram e agora me matam mesmo”. Mas mesmo assim ousei, com muito esforço a erguer um pouquinho minha cabeça, então foi a minha melhor surpresa: “Vi um grupo de Policiais Militares procurando algo, GRITEI: "Estou Aqui, SOCORRO". E correram em minha direção, um tenente me disse: "Filho você está vivo". E começou a chorar juntamente com todos que ali estavam. Ainda me lembro cada detalhe deste momento, eu estava de novo muito feliz, digo hoje Louvado Seja DEUS.


Foram me tirando as amarras, uma ambulância estava próxima, me colocaram um cobertor, me abraçavam e choravam. Nesse momento o oficial me perguntou: “Quando aconteceu, quando você foi sequestrado?".


E eu disse-lhe: "Na segunda, por volta do meio-dia". Nesse momento, ele olhou para mim e disse: "Sabe que dia é hoje?" E eu lhe respondi: "Não tenho certeza. Mas deve ser terça". E o oficial, com mais lágrimas nos olhos me falou: "Hoje é quinta-feira, mais ou menos 10 da manhã, e se calou".


Fui encaminhado para a Santa Casa de Araraquara, estava com o rosto todo roxo, minhas mão estavam sem circulação completa parecia que arrastava pelo chão. E não tinha nenhum movimento nem tato, também nos pés, ainda tenho os sinais.


São para ser lembrados e que o Senhor Seja Glorificado. Permaneci internado em Araraquara por uma semana, recebendo muito líquido para meus órgãos voltarem a funcionar, e depois fui removido para o HPM, onde permaneci por mais dez dias, recebendo alta.


Com LTS por 30 dias. E essa “rotina” durou aproximadamente cinco meses. De 30 em 30 dias, eu me dirigia ao HPM e passava por Junta Médica, sem sucesso. Mãos atrofiadas, nada de tato na parte interna das mãos e externa dos pés.


O Cap Lorencine e equipe me pagou uma Consulta em uma Clínica especializada em Campinas “Clínica Dr Penido Burnier”. Passei por “Eletromiografia” no tempo em que ainda eram “enfiadas agulhas entre as unhas, mas Glórias a Deus eu não sentia nada, não tinha tato.


Em um dos retornos, o médico disse-me: "Você vai ficar bom, MAS o interessante é que no laudo ele mesmo escreveu e assinou: “Lesão importante, sem diagnóstico de cura". Mais ou menos isso.



COMO FUI ENCONTRADO NAQUELE LUGAR

Eu sai de Campinas, legalizado para ficar uma semana em casa, então, minha falta só se daria na outra semana. Mas Deus incomodou um amigo/irmão, Sd PM Orlando Magro Neto, hoje Ten Res PM Magro, que hoje mora em Presidente Prudente.


Na época, morávamos no mesmo lugar e então ele ligou para Monte Aprazível na terça, para falar comigo, e como minha mãe atendeu-o, disse que eu não havia chegado. Ele, de imediato, foi para o Quartel e anunciou que eu estava desaparecido. Foram enviados rádios para todas as Unidades no sentido que eu me dirigia e o rádio foi lido “em forma” na troca de serviço de Araraquara, na quarta-feira pela manhã.


Nesse momento, creio, um caminhão composto pelo motorista e um ajudante parou nas imediações, na estrada secundária, para que o ajudante fosse dar uma “aliviada, nº 2” no matinho. Era um jovem e ao adentrar encontrou roupas jogadas, rasgadas e uma funcional de Sd PM no chão. Ele reconheceu porque era filho de um PM de Araraquara, quando estava olhando para os objetos jogados, ouviu um barulho, creio que era eu gemendo, delirando.


Saiu correndo e continuou seu turno normalmente, e só à noite, ao chegar em sua casa relatou ao pai, um Sd PM do P/2 sobre o que havia encontrado, com detalhes.


Este PM, que eu Glorifico a Deus pela sua vida, falou para o filho: "Vamos para o quartel, e lá vamos nos juntar com a equipe da noite e iremos para o local e você nos mostra onde encontrou a funcional". E assim o fizeram.


Não sei com quantos policiais, mas, uma equipe comandada por um oficial se dirigiu ao local. Disseram que “pisaram” em todo lugar em um bom raio, mas não me encontraram, era noite bem escura, mas recolheram todos os meus pertences, inclusive minha funcional e retornaram para o quartel entristecidos.


Na manhã seguinte, em forma, foram passadas as “novidades” e foi relatado ao Oficial que estava iniciando o turno com sua equipe de RP/PTM. Depois soube, Tenente Escozafave, nem sei se é assim que escreve, hoje creio Cel PM, disse: "Vamos voltar lá e vamos encontrar o corpo do PM, só voltaremos  depois de achá-lo".


Essa era a equipe que vi e pedi socorro. Deus seja louvado pela vida de todos. Tenho que dizer, tá difícil escrever, to emocionado, tudo vem à tona. Glórias a Deus.



O CONCURSO PARA O CFC E O CURSO

Meu sonho não era aposentar, por invalidez, meu sonho era chegar pelo menos a Subtenente. Chegou o dia da prova e eu estava em LTS, mãos atrofiadas, dedos encolhidos, pelos Regulamentos impossibilitado de realizar o vestibular para o CFC.


Mas mesmo assim me dirigi para o local das provas, uma escola, e fui relatar o “meu problema”. Não me recordo com certeza, mas cheguei até um Capitão que estava como responsável por aquele concurso e narrei a minha situação e o meu desejo.


Foi me dito categoricamente que eu deveria retornar para minha casa, que era o Quartel, e quando e se um dia eu estivesse apto para o SMP, me inscreveria novamente e então prestaria o exame.


Tudo muito simples e direto. O Capitão achou que eu iria desistir assim facilmente. Somente iria embora com um documento assinado por ele ou outro Oficial de Maior patente, me excluindo daquela prova.


Como “o que está ruim pode ainda piorar", surgiu uma nova situação agravadora para mim.


Naquele tempo as respostas deveriam ser transferidas para um “Cartão”, que era perfurado com palito de dente e eu estava sem tato, sem força nenhuma nas mãos e não conseguia segurar nada.


Novamente fui “convidado” a me retirar, e novamente pedi o documento assinado. Eu estava na sala em que havia meu nome na lista dos candidatos.


Iniciou-se a prova com os demais e eu não “arredei os pés do local”. Creio que muito “bravo”, com vontade de “me chicotear”, o Capitão me fez uma proposta, “Eta Deus”: “Vou te dar uma colher de chá, você espera todos terminarem as suas provas, entregarem os cartões perfurados, e então eu vou segurar os dois últimos para serem testemunhas. Você lê as questões, fala a resposta certa, eu furo o cartão e aos PM testemunham. No final faremos uma ata e todos assinam, tá OK para você?".


Eu disse: “Muito obrigado, Sr Capitão, faremos assim”. Glórias a Deus, eu estaria prestando o concurso, passar era outra coisa, foi um grande alívio e felicidade. Assim foi feito, e no dia da publicação do resultado, meu nome estava na primeira página do Bol G, dentre os dez primeiros APROVADOS. Glórias a Deus.


A luta não terminaria ali, estava de LTS e não podia fazer o Curso, tinha que ter Aproveitamento, Manuseio de Armas, Educação Física, Maneabilidades etc. Chegou o dia do início do Curso e eu não pude iniciá-lo. Mas soube de um “recurso” em que poderia assegurar a vaga para o próximo, e assim o fiz, era janeiro de 1984.


Dia 28 de maio iniciaria o próximo e as previsões não eram boas, meu quadro não melhorava, apesar das medicações, das fisioterapias, das orações dos crentes.


IMPORTANTE: Esqueci-me da oração que havia feito lá no cárcere, esqueci-me do que havia pedido e recebido do Senhor. Ah! Nesse tempo fiquei famoso, até programa de televisão queria me entrevistar, foi quando muitos PM me conheceram, inclusive o meu irmão hoje Sgt Ivan Rodrigues. Forte abraço, garoto.



DEUS É FIEL EM COMPLETAR O QUE COMEÇOU!!!

De licença em minha casa em Monte Aprazível, no início de maio, um domingo à noite, dei uma volta na cidade, era solteiro, meninão, PM, bonitinho, rs.


Retornei para casa e fui dormir, as feridas haviam sarado, mas ainda estava sem tato, pouquíssimos movimentos nas mãos, ainda não conseguia segurar nada, nem abotoar camisa, só para se ter uma ideia da gravidade.


Durante aquela noite, tive um lindo sonho: eu voava, minhas mãos estavam normais, eu tinha forças, segurava o que queria, era muito real, muito verdadeiro.


Chegou a manhã seguinte, acordei, ao levantar segurei na cama e foi uma surpresa, ... to emocionado novamente... minhas mão estavam curadas, eu mexia os dedos, a cor da palma das mãos estavam normais, comecei pular de alegria, minha mãe glorificava a Deus, eu não.


Passei aquela semana com minha família e no domingo embarquei para Campinas, precisa fazer cessar a LTS. Na segunda amanheci no Btl, fui na FS e pedi que me apresentassem no HPM, na Junta, só ela poderia determinar a cessação.


O médico, meio a contragosto, pois ainda havia quase trinta dias de LTS, me encaminhou. Amanheci no outro dia no HPM e me dirigi para o gabinete da Junta Médica, o líder era um oficial japonês, muito sério, rigoroso em suas decisões.


Era temido por muitos, até oficiais. Narrei ao Sgt e logo fui chamado na sala, justamente desse oficial, e ele me perguntou o que me levou lá. Basicamente me conhecia, me via todos os meses, e perguntou se eu havia piorado.


Sua surpresa estampou seu rosto, quando falei que queria que me desse APTO para fazer o CFC: “Menino, muitos PM vêm até mim para que eu amplie as licenças, que eu os aposente, e você quer o contrário, tá louco?"


Eu com muita calma disse-lhe que não, que era muito novo (22 anos) para ficar encostado, ou aposentado, que sonhava em “fazer carreira”. Ele insistia na gravidade da lesão das minhas mãos e eu, na realização do curso.


Por fim, ele meio que bravo me disse: “Vamos fazer o seguinte, é o seu querer, vou respeitar, vou te liberar, vou te dar APTO, mas aqui está o meu cartão, você sabe o caminho, qualquer dor, qualquer sintoma que você sentir pode vir direto aqui falar comigo, não precisa apresentação, e eu te regularizarei novamente em LTS".


Resumo: Saí dali, apresentei-me no dia 28 de maio de 1984 no CFAP, conclui com aproveitamento o CFC em setembro do mesmo ano. Como disse não havia interstício, em outubro me inscrevi no CFS, fui APROVADO, em 28 de janeiro de 1985 iniciei o CFS, conclui em 13 de setembro de 1985.  Em 1988 2º Sgt. Em 1993 1º Sgt. Em 2005 Subten. Em 2009 Ten Res PM.



DEUS É MARAVILHOSO E LONGÂNIMO

Mesmo não conhecendo a Deus, mesmo não O servindo, ELE sempre esteve comigo e sempre me livrou de muitas situações, ciladas, morte, acidentes, hoje mais do que nunca tenho certeza. Mas o que me leva a escrever é o AMOR de Deus, verdadeiramente Ágape.


O tempo passou e eu me esquecia do prometido, vamos dizer, do meu voto, que Deus aceitou e me livrou, de imediato, fazendo chover sem que houvesse nuvem acima de mim. Em 1991 casei-me com minha esposa, Cristiane M. Souza Brait, detalhe, meu sogro é Major 66468-5 Souza.


Com minha eterna namorada, meu amor, tive uma filha, no final de 1991, Bárbara Brait. Em 1993 nasceu meu filho Gustavo. Em 2007, veio o terceiro filho, Otávio. Deus tem sido maravilhoso com minha vida.



Ten Brait  e sua abençoada família: a esposa, Cristiane, e os filhos Bárbara, de 23 anos, Gustavo, de 21 e Otávio, de 7



CONVERSÃO – BATISMO NAS ÁGUAS – UFA, ATÉ QUE ENFIM – MINISTÉRIO

Em 1991 casei-me, como disse. Mais ou menos três meses antes, minha noiva então, a Cris, estando na casa de meu cunhado, PM na época, em um entardecer, teve uma crise de medo, “do nada”, e como que se uma mão apertasse seu pescoço, foi rápida a sensação mas isso desencadeou Depressão, Síndrome do Pânico, TOC e outros problemas agrupados. 


Já trabalhando em SJRPreto, no CPA/I-8, hoje CPI-5, na minha seção havia dois outros Sgt, um Servo de Deus e um Espírita, narrando meus problemas familiares, acabei indo para o espiritismo.


Mas os problemas só se agravavam. O Sgt Neto colocava minha vida “debaixo do seu joelho" e dizia: "Pai, em Nome de Jesus, abençoa o Sgt Brait”. O Ten Neto, já nos braços do Senhor, grande guerreiro sonhava com os PMs de Cristo como está hoje. Louvado seja Deus.


Me enfiei no espiritismo e os problemas só aumentavam. Estávamos resgatando as vidas passadas, nós acreditávamos a aceitávamos. Em 1999, as coisas se agravaram muito. Minha esposa não conseguia comer, bebia água com muita dificuldade, é terrível, mas eu guardava lixo no meu quintal, porque não podia jogar fora, estávamos em um buraco muito profundo. Eu achava que estava servindo a Deus e cumprindo o que havia prometido ao Senhor, até falava sobre isso.


Na virada do ano, era para viajarmos para Jacareí-SP, mas o estado da minha esposa era muito difícil. Foi quando recebemos um telefonema da minha cunhada de Jacareí, uma SERVA de DEUS fantástica, perguntando se estávamos bem.


Ela sabia que não, minha esposa disse-lhe que “estava morrendo” mas era vontade de Deus. O que minha cunhada repreendeu de imediato e disse para minha esposa: “O Meu Deus, o Deus que eu sirvo, te ama, e não quer que você morra não, estou indo para aí e vamos conversar". Há anos ela orava por nós e pedia a Deus que nos salvasse.


No dia 04 de janeiro de 2000, minha cunhada chegou em Monte Aprazível, para ficar uma semana. FICOU TRÊS MESES. Neste tempo, eu levava-as todos os dias na IEQ desta cidade, mas não entrava, ficava de longe.


MAS Deus estava agindo: “Operando Deus quem impedirá?...”  Em janeiro mesmo minha esposa aceitou Jesus como Senhor e Salvador. Em abril eu me derramei nos braços do Senhor e no dia 02 de julho de 2000 minha esposa e eu fomos batizados, por imersão, em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.


De imediato fomos abençoados como Diáconos e em 2010 conclui o ITQ, e em seguida fui ungido Obreiro Credenciado. Temos trabalhado incessantemente nesta Obra Maravilhosa do Senhor,  as lutas são árduas, mas Maior É o que está Conosco.


Detalhes da nossa conversão irá fazer parte do Testemunho da minha esposa, que é fantástico. Só para saborear um detalhe, como disse estávamos no espiritismo em um momento de muita angústia, sendo tentado pelo diabo verdadeiramente, nas portas de um “terreiro”,minha esposa me disse: "Vamos para casa, a Zilá (minha cunhada que estava em casa, serva de Deus) disse que Deus fala conosco através da Bíblia, vamos ler?".


Eu aceitei, acelerei o carro, entramos em nossa casa sem falar com ninguém, nos fechamos em nosso quarto, tínhamos ganhado uma Bíblia, e minha esposa abriu-a aleatoriamente. O texto aberto foi Isaías 31, lemos somente os quatro primeiros versículos e entendemos tudo, começamos a chorar e claramente vimos o amor e a justiça do Senhor diante dos nossos olhos, leiam para ver o que diz.



Ten Brait é líder do Núcleo PMs de Cristo no Pelotão de Monte Aprazível, na região de São José do Rio Preto. No local, há Momentos com Deus todas as quintas-feiras, às 9h. Na foto, temos (à esq.) o Subten Sanches e sua esposa, Cb Luciana, Ten Brait, Cb Rallo e Cb Rosângela, que é líder do Núcleo PMs de Cristo da cidade de Tanabi



PMs DE CRISTO

No início de 2013, fui surpreendido por uma ligação em meu celular: "É o Tenente Brait?" Eu disse: "Ele mesmo". "Um momento que o "Major Lamin” quer falar com o senhor”. Então, o meu amado irmão Maj Lamin na época me convidou para uma reunião que seria realizada naquele mesmo dia na sede do 52 BPM/I. Aceitei, fui, conheci o amado irmão e naquele dia oramos e começamos a falar do Núcleo dos PMs de Cristo de Monte Aprazível.


Em novembro foi instalado o Núcleo, onde o Senhor me honrou com a liderança, e assim tem sido cada dia melhor.


Em janeiro de 2014, estivemos em São Paulo, na reunião de posse da liderança da UMCEB. Lá reencontrei-me com o Sgt IVAN, de Campinas, lembra?  O alvo agora á falar desse amor, falar, não de uma bandeira religiosa, mas do REINO DE DEUS.


Vamos em frente. Glórias a Deus. 


“Até aqui nos abençoou o Senhor...”



Contatos: 

BRAZ BRAIT – Tel.: (17) 3275-2863 residencial /  (17) 99734-5584 – celular-WhatsApp.

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